A retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode redefinir o cenário político de Roraima nas próximas semanas. A presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, agendou para a próxima terça-feira, 14 de abril, a continuidade da análise de um processo que envolve o governador Edilson Damião e o ex-governador Antonio Denarium.

O caso trata de acusações de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. A depender do desfecho, Damião pode ter o mandato cassado, enquanto Denarium corre o risco de ser declarado inelegível, o que o afastaria das disputas eleitorais futuras.

O processo tramita há quase dois anos no TSE, após sucessivas condenações no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. Segundo as decisões anteriores, Denarium e Damião teriam utilizado a máquina pública para influenciar o eleitorado, com a distribuição de bens e serviços em período eleitoral, prática vedada pela legislação.

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O julgamento começou a ser analisado pela Corte em agosto de 2025, mas foi interrompido por pedidos de vista dos ministros André Mendonça e Nunes Marques. Até o momento, os votos já proferidos indicam tendência desfavorável aos investigados: as ministras e ministros Isabel Gallotti e André Mendonça votaram pela manutenção da condenação.

Nos bastidores de Brasília, o caso ganhou ainda mais relevância após cobranças públicas sobre a demora na conclusão do julgamento. A pressão política e institucional elevou o grau de expectativa em torno da retomada do processo, que agora entra em uma fase decisiva.

Se confirmadas as condenações, o impacto será imediato no tabuleiro político de Roraima. Além da possível mudança no comando do Executivo estadual, a decisão pode influenciar diretamente as articulações partidárias e alianças para as eleições de 2026, tornando-se um dos episódios mais emblemáticos da Justiça Eleitoral recente na região Norte.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Valério