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Na última segunda-feira, 20 de novembro, a Sesau (Secretaria de Saúde) realizou a entrega de um Kit Desastre ao município de Amajari. Essa ação visa fortalecer a assistência farmacêutica para a população local, que foi severamente atingida pelas fortes chuvas, com medicamentos e insumos fornecidos pelo Ministério da Saúde para serem empregados pela Secretaria Municipal de Saúde.
Amajari, que se encontra em Situação de Emergência decretada pelo Governo de Roraima e reconhecida pelo Governo Federal, recebeu o material após solicitação formal, seguindo o fluxo estabelecido para cenários de desastre.
O Kit Desastre, que possui oito volumes, foi projetado para atender até 500 indivíduos por um período de até três meses. Ele contém medicamentos e insumos específicos para tratar problemas de saúde decorrentes de chuvas intensas, como alagamentos e inundações.
A composição do kit inclui uma vasta gama de itens, como fármacos para enfermidades respiratórias, gastrointestinais, parasitárias e dermatológicas. Além disso, há analgésicos, antibióticos, antitérmicos, anti-inflamatórios, sais para reidratação oral, e materiais como seringas, esparadrapos e equipos macrogotas, essenciais para a assistência sanitária.
A secretária adjunta de Saúde, Juliana Gomes, destacou o papel da Sesau na coordenação entre os municípios e o Ministério da Saúde. Essa interlocução é crucial para assegurar que os insumos cheguem onde são mais necessários.
"A Sesau desempenha um papel de mediadora junto ao Ministério da Saúde, garantindo que esses recursos essenciais alcancem as comunidades mais vulneráveis", explicou Juliana Gomes.
Ela ressaltou a importância do material para "reduzir os agravos à saúde causados pelas cheias dos rios, que propiciam o surgimento de diversas doenças". O propósito é "oferecer dignidade à população, fortalecendo a assistência e as ações de prevenção".
Irislândia da Silva Galvão, secretária municipal de Saúde de Amajari, enfatizou a relevância da chegada desses medicamentos em um período tão crítico para a localidade.
"Já notamos um aumento significativo na busca por atendimentos devido a diarreias, vômitos e afecções de pele", afirmou a secretária.
Para otimizar a assistência, "foram organizadas duas equipes volantes, que se deslocam às comunidades mais afastadas, dispensando o deslocamento dos moradores às unidades de saúde e, consequentemente, aliviando a carga sobre os serviços existentes".
É importante salientar que outros municípios também têm a prerrogativa de solicitar o Kit Desastre ao Ministério da Saúde. Isso é possível mesmo na ausência de um decreto de situação de emergência, desde que seja comprovada a necessidade decorrente de impactos de eventos climáticos.
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