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A pré-candidatura da ex-secretária estadual do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), Tânia Soares, ao Senado Federal provocou um desgaste público dentro do União Brasil em Roraima e evidenciou as primeiras divergências internas da legenda de olho nas eleições de 2026.
O anúncio da intenção de disputar uma vaga no Senado, feito sem alinhamento prévio com a direção estadual do partido, foi criticado pelo deputado federal Pastor Diniz, presidente do União Brasil em Roraima. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a definição de candidaturas majoritárias deve seguir a estrutura partidária e ser construída por meio do diálogo entre os dirigentes.
"O União Brasil não é a casa da mãe Joana", declarou o deputado ao comentar a iniciativa da ex-secretária, defendendo que decisões dessa natureza não podem ocorrer de forma unilateral.
Na manifestação pública, Pastor Diniz ressaltou que o partido possui instâncias responsáveis pela definição de candidaturas e afirmou que qualquer projeto eleitoral deve ser discutido previamente com a executiva estadual.
Segundo o parlamentar, o respeito à hierarquia interna é fundamental para preservar a unidade da legenda durante o processo de construção das chapas para 2026.
Embora tenha evitado fazer críticas pessoais à ex-secretária, o deputado deixou claro que a condução do anúncio contrariou a forma como o União Brasil pretende organizar suas decisões eleitorais.
Bastidores da sucessão estadual
A movimentação ocorre em meio às articulações que começam a ganhar força para as eleições de 2026 em Roraima.
Tânia Soares é considerada uma aliada política do ex-governador Antonio Denarium e seu nome passou a ser citado como possível candidata ao Senado dentro do grupo político ligado ao ex-chefe do Executivo estadual.
Até o momento, a direção estadual do União Brasil não divulgou uma posição oficial sobre a pré-candidatura nem informou se o tema será discutido internamente.
Primeiros sinais da disputa de 2026
O episódio é visto por analistas políticos como um dos primeiros sinais das disputas internas que devem marcar a formação das chapas majoritárias em Roraima.
Com o início das articulações partidárias, a tendência é que as negociações entre lideranças se intensifiquem nos próximos meses, especialmente em torno das candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado Federal.
A declaração pública do presidente estadual do União Brasil evidencia que, antes mesmo da abertura oficial do calendário eleitoral, os partidos já enfrentam desafios para administrar interesses internos e definir os nomes que representarão suas respectivas legendas nas eleições do próximo ano.
Publicado por:
Luiz Valério
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