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A Polícia Civil de Roraima recuperou dois celulares furtados no município de Mucajaí após uma série de diligências investigativas que envolveram rastreamento e trabalho de campo. A ação foi conduzida pela equipe da Delegacia local e resultou na devolução dos aparelhos às vítimas, além da identificação de pessoas que estavam em posse dos objetos.
Segundo o delegado Trajano Júnior, responsável pela unidade policial, as apreensões foram realizadas na última quinta feira, 26, e fazem parte de um conjunto de investigações voltadas ao combate a crimes patrimoniais na região. Os casos ocorreram em momentos distintos, mas tiveram desfecho semelhante, com recuperação dos bens e responsabilização dos envolvidos.
O primeiro furto foi registrado ainda em novembro de 2025, em um sítio localizado na zona rural de Mucajaí. A vítima, um homem de 28 anos, relatou que estava no local com um grupo de cerca de dez pessoas quando se ausentou por alguns minutos e, ao retornar, percebeu que seu celular havia desaparecido. Ele chegou a acionar ferramentas de rastreamento, que indicaram a permanência do aparelho na região, mas não conseguiu recuperá lo naquele momento.
A investigação avançou e levou os policiais até Boa Vista, onde o celular foi localizado no bairro Senador Hélio Campos. O aparelho estava com um homem que afirmou tê lo recebido de seu companheiro. Este, por sua vez, declarou ter adquirido o dispositivo de terceiros e alegou desconhecer sua origem ilícita, versão que agora é analisada pela Polícia Civil.
O segundo caso ocorreu em fevereiro de 2026, dentro de uma instituição pública na sede de Mucajaí. O desaparecimento do celular foi comunicado pela direção do órgão, que inicialmente não indicou suspeitos. Com o avanço das investigações, os policiais conseguiram localizar o aparelho em posse de um homem de 34 anos.
Ao ser questionado, ele afirmou que comprou o celular de terceiros e disse não saber que se tratava de produto de crime. O suspeito também informou que apresentaria a nota fiscal do aparelho, o que não ocorreu até o momento da conclusão das diligências.
De acordo com o delegado, os envolvidos deverão responder por receptação culposa, quando não há comprovação de intenção direta, mas existe negligência ao adquirir um bem sem verificar sua procedência. Os celulares foram apreendidos e devolvidos aos proprietários, encerrando a etapa inicial das investigações.
A Polícia Civil reforça que a compra de produtos sem origem comprovada pode configurar crime e orienta a população a sempre exigir nota fiscal e verificar a procedência de aparelhos eletrônicos, especialmente em negociações informais.
Publicado por:
Luiz Valério
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