A Polícia Civil de Roraima concluiu a investigação sobre um esquema de desvio de combustível destinado à frota do transporte escolar estadual e indiciou três pessoas pelo crime de peculato. Segundo o inquérito, o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 51.119,12.

A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Caracaraí e o inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público de Roraima (MPERR), que decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema envolvia um motorista contratado para atuar no transporte escolar, um frentista e o administrador de um posto de combustíveis. As investigações apontam que o grupo desviava combustível que deveria abastecer exclusivamente os veículos oficiais da Secretaria de Estado da Educação e Desporto (SEED).

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Segundo o delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, responsável pelo inquérito, o combustível era direcionado para um veículo particular e também armazenado em recipientes, causando prejuízo superior a R$ 51 mil ao erário.

A apuração começou após uma auditoria realizada pela SEED, em novembro de 2024, identificar uma série de irregularidades nos registros de abastecimento da frota escolar. Entre as inconsistências estavam abastecimentos incompatíveis com a capacidade dos tanques dos veículos, operações realizadas em intervalos de poucos minutos e outras movimentações consideradas atípicas.

Durante um procedimento administrativo instaurado pela Secretaria, o motorista identificado pelas iniciais J.S.B., de 33 anos, admitiu as irregularidades. Três dias depois, a Divisão Especial de Combate à Corrupção (DECOR) instaurou inquérito policial para aprofundar a investigação.

Como os fatos ocorreram em Caracaraí, o procedimento foi encaminhado à delegacia do município, onde foram realizadas oitivas, análise de documentos, cruzamento de registros eletrônicos de abastecimento e outras diligências que permitiram reconstruir a dinâmica do esquema.

As investigações apontaram que o motorista utilizava o cartão eletrônico destinado ao abastecimento dos ônibus escolares para autorizar o fornecimento de combustível que não era destinado à frota oficial. Parte do combustível abastecia um veículo particular e outra era armazenada em recipientes.

Durante a apuração, a Polícia Civil também identificou a participação do frentista S.S.S., de 25 anos, responsável pelos abastecimentos irregulares, e do administrador do posto, A.V.M., de 48 anos, apontado como responsável por autorizar as operações fraudulentas.

Segundo o delegado Bruno Gabriel, o conjunto de provas documentais, técnicas e testemunhais permitiu identificar a participação individual de cada investigado.

"Reunimos provas documentais, técnicas e testemunhais que demonstram como o esquema funcionava e qual foi a participação de cada investigado. A Polícia Civil tem o compromisso de combater crimes contra a Administração Pública e proteger os recursos que pertencem à população", afirmou.

Ao final da investigação, os três envolvidos foram indiciados por peculato, crime previsto no Código Penal que consiste na apropriação ou no desvio de dinheiro, bens ou valores públicos por servidor ou por terceiros que participem da prática criminosa.

O caso agora será analisado pelo Ministério Público de Roraima, responsável por decidir sobre as medidas judiciais cabíveis.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede