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Roraima deverá registrar o maior crescimento econômico do país em 2026, segundo projeções do Departamento Econômico do Santander. O estudo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado avançará 3,6% no próximo ano, desempenho que supera com ampla margem a previsão de crescimento da economia brasileira, estimada em 1,8%. Para 2027, a expectativa é de expansão de 3,1%, mantendo Roraima entre os estados com melhor desempenho do país.
O levantamento, elaborado com base nos dados mais recentes do PIB regional do IBGE e em projeções para o período entre 2024 e 2027, mostra que a Região Norte continuará concentrando as maiores taxas de crescimento econômico do Brasil. Em 2027, Roraima deverá ocupar a segunda posição nacional, atrás apenas do Tocantins, cuja projeção é de 3,8%.
Estado ganha novo indicador para medir a economia
As projeções do banco coincidem com um novo avanço na produção de estatísticas econômicas em Roraima.
Nesta terça-feira (30), a Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan) lança oficialmente o PIB Trimestral de Roraima, ferramenta inédita que permitirá acompanhar a evolução da economia estadual ao longo do ano, reduzindo a defasagem das informações tradicionalmente divulgadas pelo IBGE.
Além da apresentação da metodologia, será disponibilizado um painel digital de acesso público com séries históricas, gráficos e indicadores econômicos destinados a gestores públicos, empresários, investidores, pesquisadores e à sociedade em geral.
A expectativa do governo estadual é que o novo instrumento fortaleça o planejamento econômico e ofereça dados mais rápidos para subsidiar políticas públicas e decisões de investimento.
Setor de serviços continuará puxando a economia
Segundo o estudo do Santander, o setor de serviços permanecerá como principal motor da economia roraimense.
A previsão é de crescimento de 3,7% em 2026 e 3% em 2027, índices superiores aos projetados para qualquer outro estado da Região Norte e acima da média nacional, estimada em 2% e 1%, respectivamente.
De acordo com o economista Henrique Danyi, um dos autores do levantamento, o desempenho é sustentado principalmente pela recuperação do mercado de trabalho, da renda das famílias e do consumo.
Segundo ele, o comércio varejista da Região Norte voltou a acelerar no início de 2026, movimento observado com maior intensidade em Roraima, Amazonas e Acre, impulsionado pelo aumento do emprego e por estímulos fiscais.
Agronegócio mantém expansão
Depois de um crescimento excepcional estimado em 15% para 2025, a agropecuária roraimense deverá entrar em uma fase de expansão mais moderada, mas ainda acima da média brasileira.
O Santander projeta alta de 3% em 2026 e de 3,5% em 2027, desempenho sustentado pela ampliação da fronteira agrícola, especialmente nas áreas produtoras de soja do Lavrado roraimense.
Apesar da desaceleração em relação ao ano anterior, os índices permanecem superiores aos previstos para o conjunto do país.
Indústria também seguirá em alta
A indústria de Roraima deverá crescer 3,4% em 2026 e 3% em 2027, resultado superior à média nacional.
Para o economista Rodolfo Pavan, coautor do estudo, embora o ritmo da economia brasileira deva perder força nos próximos anos, o crescimento continuará distribuído entre os estados, especialmente na Região Norte.
Segundo ele, o desafio deixará de ser apenas crescer rapidamente e passará a ser manter um desenvolvimento sustentável em um cenário de menor estímulo econômico, maior desigualdade regional e crescente influência de fatores climáticos e financeiros sobre a atividade produtiva.
Publicado por:
Luiz Valério
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