O clima interno no diretório do União Brasil em Roraima é de absoluto conflito. A tentativa de imposição da candidatura da ex-secretária da Setrabes, Tânia Soares, ao Senado pelo ex-governador Antonio Denarium acirrou os ânimos na sigla. Denarium e Tânia estiveram em Brasília na última semana na tentativa de convencer a Executiva Nacional do partido a referendar a candidatura dela a uma das cadeiras em disputa ao Senado por Roraima. A iniciativa desagradou aos caciques regionais da legenda.

Na noite da última sexta-feira (10), o deputado federal Pastor Diniz, um dos diretores do União Brasil em Roraima, participou de um podcast no qual afirmou que não há espaço no partido para uma candidatura de Tânia Soares ao Senado, pois a vaga pertence ao pastor Isamar Ramalho, líder da Igreja Assembleia de Deus no estado. Diniz afirmou ainda que, se Tânia desejar, poderá disputar o cargo de deputada federal, conforme já teria sido acertado com a Executiva Nacional do União Brasil.

Em tom de desagrado com a tentativa de Denarium de passar por cima da Executiva Estadual, Pastor Diniz chegou a insinuar que o ex-governador de Roraima teria acenado com a oferta de dinheiro para que o diretório regional do União Brasil aceitasse referendar a pré-candidatura de Tânia Soares.

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"Aqui só tem o seguinte: o pré-candidato a senador pelo União Brasil é o pastor Isamar. Se, por acaso, a Nacional validar a candidatura da Tânia, não tem negócio de Pix, não. Eu caio fora do partido. Vou procurar o meu lugar, porque vou entender isso como um desprestígio ao Pastor Diniz, e aqui não é o meu lugar. Saio do União Brasil de cabeça erguida por aquilo que fiz e vou procurar outro canto. Simples assim. Mas aqui comigo história de Pix não tem, meu amigo", bradou.

Pastor Diniz afirmou que decidiu tornar a questão pública para evitar especulações posteriores. "Já estou falando publicamente para todo mundo saber: não tem história de Pix aqui, não", completou.

Diante da indisfarçável irritação com a tentativa de Denarium de passar por cima da Executiva Estadual do União Brasil, Diniz deixou claro, em sua manifestação, que eventual oferta de recursos não seria suficiente para fazê-lo mudar de posição.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Valério