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Uma ofensiva coordenada do poder público municipal e das forças de segurança colocou no radar, nesta quarta-feira, 15, o circuito clandestino de comercialização de cobre em Boa Vista. A operação percorreu estabelecimentos conhecidos como ferros-velhos e sucatões, com o objetivo de interromper a cadeia que começa no furto de fios e termina na revenda irregular de metais. A estratégia combina fiscalização administrativa e ação policial, mirando tanto a origem quanto o destino do material.
Equipes da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, Secretaria de Meio Ambiente, Empresa de Desenvolvimento Urbano e Habitacional e Secretaria de Planejamento, Orçamento, Finanças e Tecnologia da Informação atuaram de forma integrada. A mobilização também contou com apoio do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil. Durante as vistorias, foram analisadas notas fiscais, registros de entrada e saída de mercadorias e a procedência dos itens armazenados. Todo material apreendido foi encaminhado ao 5º Distrito Policial.
O avanço desse tipo de crime tem impacto direto na rotina da cidade. O furto de cabos de cobre compromete serviços essenciais e gera um efeito cascata que vai da interrupção da iluminação pública à paralisação de atividades em escolas. Segundo o gerente de fiscalização da Secretaria de Finanças, Hauan Leal, os prejuízos extrapolam o campo financeiro e atingem o cotidiano da população, que sofre com ruas às escuras e suspensão temporária de aulas até a reposição da estrutura danificada.
A operação também revela uma mudança de cenário. Se antes os furtos eram pontuais, hoje se tornaram recorrentes e mais sofisticados, acompanhando a valorização do cobre no mercado. Esse contexto exige uma resposta mais sistemática do poder público, com monitoramento constante dos estabelecimentos que atuam na reciclagem de metais e maior rigor na verificação da legalidade das transações comerciais.
Levantamento da Guarda Civil Municipal aponta que cerca de 50 pontos desse tipo estão distribuídos em diferentes bairros da capital. A intensificação das fiscalizações nos últimos três meses já resultou na apreensão de materiais de origem ilícita, indicando que parte do mercado vinha operando à margem da lei. Para o inspetor Gilberto Lopes, a presença contínua das equipes nas ruas tem efeito dissuasório e tende a reduzir a circulação de produtos furtados.
Além da repressão, a operação reforça o papel da sociedade no enfrentamento ao problema. A legislação brasileira enquadra como crime a receptação de materiais provenientes de furto, o que inclui a compra de cobre sem comprovação de origem. A orientação é clara: preços muito abaixo do mercado e ausência de nota fiscal são sinais de alerta. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais, como a Central 156 e o número 190, ampliando o alcance da fiscalização e fortalecendo o combate a esse tipo de delito.
Publicado por:
Luiz Valério
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