O primeiro escalão do Governo de Roraima entrou em modo de rearranjo. Em meio ao calendário eleitoral, o governador Edilson Damião oficializou uma série de mudanças em nove secretarias estaduais, redesenhando a estrutura administrativa com substituições estratégicas e saídas motivadas pela disputa nas urnas.

As alterações foram publicadas nas edições dos dias 30 e 31 de março do Diário Oficial do Estado e revelam um movimento que mistura gestão e política, técnica e projeto eleitoral.

Três nomes deixaram o governo com destino já conhecido. Anselmo Gonçalves, Cecilia Lorenzon e Gerlane Baccarin foram exonerados para disputar cargos eletivos. O gesto é clássico na política brasileira, mas não deixa de redesenhar forças internas.

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Na Casa Civil, a troca é simbólica. Delchelly Roberta de Souza Oliveira deixa a adjunta de Infraestrutura para assumir o comando no lugar de Flamarion Portela, que passa a ocupar uma secretaria extraordinária. Para preencher a lacuna na Infraestrutura, entra Raimundo Maia Morais, vindo do núcleo estratégico da pasta.

Na Secretaria de Gestão Estratégica e Administração, o tabuleiro se move em várias direções. Com a saída de Anselmo, Juliano Bacarim assume a titularidade. A engrenagem segue com Elísia Martins Oliveira, que passa a responder pela área de Licitação e Contratação, enquanto Hiran Gonçalves da Silva assume o Instituto de Modernização Pública, ampliando a influência de um grupo político já consolidado no estado.

Na Secretaria de Planejamento e Orçamento, a mudança é mais técnica, mas não menos relevante. Rafael Inácio de Fraia e Souza deixa o cargo ao retornar para Brasília, abrindo espaço para a promoção de Fábio Rodrigues Martinez, até então adjunto.

A representação do governo em Brasília também muda de mãos. Com a saída de Gerlane Baccarin, o posto passa a ser ocupado por Cândida Alzira Bentes de Magalhães. Na mesma estrutura, Amado José Bueno Netto deixa a função adjunta, substituído por Wilson Alves de Souza Júnior.

Já na área de Governo Digital, a transição segue uma lógica interna. Paulo Cesar Martins Torres é promovido de adjunto a titular após a saída de Cecilia Lorenzon, que também entra na corrida eleitoral.

O movimento, embora administrativo na superfície, carrega densidade política. Ao mesmo tempo em que reorganiza a máquina pública, o governo abre espaço para candidaturas e redefine alianças. No fundo, é o retrato de um período em que gestão e eleição caminham lado a lado, cada decisão com impacto que vai além do Diário Oficial.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Valério