O Governo de Roraima, por meio da Seed (Secretaria de Educação e Desporto) e do Ceforr (Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima), iniciou nesta quinta-feira, 25, a Formação Continuada de Línguas Indígenas "Amooko Ataitai (Vovô Curupira)". O evento, que se estende até sexta-feira, 26, reúne 110 professores indígenas para fortalecer o ensino das línguas maternas e preservar a rica identidade cultural dos povos originários na rede estadual de ensino.

Com uma carga horária de 100 horas, o curso abrange professores que atuam no Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos), demonstrando o compromisso com a educação intercultural em todas as etapas.

Durante a capacitação, são promovidas reflexões aprofundadas sobre práticas pedagógicas interculturais e a elaboração de um currículo diferenciado indígena. A metodologia inclui a utilização de jogos e brincadeiras tradicionais como ferramentas eficazes de ensino e aprendizagem, valorizando os saberes ancestrais.

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Para a secretária de Educação e Desporto, Ana Célia Paz, a formação docente é uma prioridade estratégica. Ela enfatiza a importância de capacitar os professores indígenas para suprir a carência desses profissionais nas comunidades. "Esta formação é necessária para valorizar o docente e fortalecer nossas escolas. Vamos trabalhar juntos", declarou a secretária.

Stela Damas, diretora do Ceforr, deu as boas-vindas aos participantes, ressaltando o apoio da Seed e as parcerias essenciais para o fortalecimento da formação continuada no Centro. Ela reforçou o papel do Ceforr como um espaço acolhedor para os educadores.

Em suas palavras, Stela Damas afirmou: "O Ceforr foi pensado por vocês, é a casa de vocês. É uma alegria receber de volta nossos professores para a formação continuada".

O tema da formação

O título da formação, "Amooko Ataitai", que significa Vovô Curupira, evoca um personagem central nas narrativas indígenas, associado à proteção da natureza e às brincadeiras tradicionais. Essa escolha reflete a proposta pedagógica de integrar referências culturais para um aprendizado lúdico e significativo das línguas indígenas.

Esley Tenente, coordenador-geral da Opirr (Organização dos Professores Indígenas de Roraima), defendeu a transformação do Ceforr em um polo de uma futura Universidade Indígena. Ele também reforçou a importância do professor como liderança comunitária fundamental para a garantia do ensino das línguas indígenas.

Tenente enfatizou: "O professor indígena é o braço direito da comunidade, caminha com as lideranças. Precisamos fortalecer a indicação da comunidade, porque temos escolas sem professor de língua indígena. A formação se dá no trabalho e cursos como este são fundamentais".

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede