A Prefeitura de Boa Vista iniciou um projeto voltado à saúde emocional de estudantes e à prevenção do bullying nas escolas do campo e indígenas da rede municipal. A ação começou nesta terça-feira, na Escola Municipal Maria de Lourdes Dias de Abreu, na Vila do Passarão, e deve alcançar todas as unidades ao longo do ano.

A proposta é trabalhar habilidades como empatia, respeito e autoconhecimento desde a educação infantil até o ensino fundamental. As atividades incluem palestras e dinâmicas educativas adaptadas à faixa etária dos alunos.

Coordenado pela Gerência de Apoio Pedagógico e Psicossocial, com apoio da Secretaria Municipal de Educação, o projeto busca fortalecer um ambiente escolar mais seguro e inclusivo.

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Segundo a psicopedagoga Magali Melo, a iniciativa aposta em abordagens lúdicas para ajudar as crianças a reconhecer e lidar com as próprias emoções.

“A ideia é desenvolver o autocontrole emocional no dia a dia e orientar sobre o bullying, para que os alunos entendam a gravidade do problema e saibam como agir e pedir ajuda”, explicou.

Emoções e convivência na sala de aula

Entre os alunos mais novos, as atividades envolvem brincadeiras e desafios que estimulam a identificação de sentimentos como alegria, tristeza e raiva. A proposta é incentivar a expressão emocional de forma saudável e consciente.

Já nas turmas do ensino fundamental, o foco está na prevenção de conflitos e no enfrentamento do bullying. Nessa fase, as relações sociais se tornam mais complexas e exigem maior capacidade de diálogo e respeito entre os estudantes.

O projeto também inclui professores, famílias e gestores escolares. A intenção é ampliar o impacto das ações para além da sala de aula e fortalecer a rede de apoio aos alunos.

Para a gestora da escola, Elizabete da Silva, iniciativas como essa contribuem para a formação de valores que acompanham as crianças dentro e fora da escola.

“Quando elas entendem a importância do respeito e compartilham isso em casa, o aprendizado se amplia e envolve toda a família”, destacou.

A expectativa é que todas as escolas do campo e indígenas da rede municipal recebam a ação. O projeto segue diretrizes da Base Nacional Comum Curricular, que prevê o desenvolvimento de competências socioemocionais como parte da formação dos estudantes.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede