A precariedade da infraestrutura rural em Roraima voltou ao centro do debate político após uma nova cobrança formal apresentada na Assembleia Legislativa. A deputada estadual Joilma Teodora protocolou uma indicação ao Governo do Estado pedindo a construção de duas pontes na Vicinal 45, localizada em Rorainópolis, uma das regiões com forte atividade agrícola no sul do estado.

O pedido não surge isolado. Segundo relatos de moradores da própria vicinal, as estruturas atuais apresentam desgaste avançado e já não oferecem condições seguras de tráfego. Em períodos de chuva, a situação se agrava e compromete completamente a mobilidade, deixando comunidades parcialmente isoladas e elevando o risco de acidentes.

A dificuldade de acesso impacta diretamente a rotina de quem vive na região. O transporte escolar enfrenta atrasos e interrupções, pacientes têm dificuldades para chegar a unidades de saúde e produtores rurais acumulam prejuízos ao não conseguirem escoar a produção. Em áreas onde a economia depende fortemente da agricultura familiar, qualquer obstáculo logístico se traduz em perda de renda e insegurança alimentar.

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A Vicinal 45 é considerada estratégica para o abastecimento local e para a circulação de mercadorias entre comunidades rurais e o núcleo urbano de Rorainópolis. Sem infraestrutura adequada, o potencial produtivo da região fica limitado, criando um ciclo de estagnação que afeta tanto pequenos produtores quanto o comércio local.

A iniciativa legislativa agora segue para análise do Governo de Roraima, que deverá avaliar a viabilidade técnica e orçamentária da obra. Embora não haja prazo definido para resposta, demandas desse tipo costumam ganhar urgência quando associadas a riscos concretos à população e prejuízos econômicos recorrentes.

O caso evidencia um problema estrutural mais amplo no estado. A manutenção de estradas vicinais e pontes continua sendo um dos principais gargalos para o desenvolvimento do interior de Roraima. Sem investimentos contínuos em infraestrutura, comunidades inteiras permanecem vulneráveis a interrupções de acesso e a limitações no crescimento econômico.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede