A Câmara Municipal de Boa Vista deu um novo passo no enfrentamento à violência contra a mulher ao formalizar, nesta quarta-feira (15), um acordo para implantar o Projeto Banco Vermelho no Legislativo. A iniciativa busca transformar um símbolo urbano em ferramenta de alerta, informação e mobilização social.

O Termo de Cooperação Técnica foi firmado entre a Procuradoria da Mulher da Câmara e a Associação Instituto A Moda é Viver. A ação é coordenada pela vereadora e procuradora da Mulher, Pra. Carla Messias, e está alinhada à Lei Federal nº 14.942/2024, que incentiva campanhas educativas sobre violência de gênero e feminicídio.

Mais do que um elemento físico, o banco vermelho — que será instalado em ponto estratégico da Câmara — funcionará como um espaço permanente de conscientização. O local contará com placas informativas que orientam vítimas e testemunhas sobre como buscar ajuda, com destaque para canais como o Disque 180, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e a própria Procuradoria da Mulher.

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A iniciativa também prevê ações contínuas de educação e sensibilização, incluindo campanhas públicas, eventos temáticos e mobilizações durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher. O projeto ainda fortalece a articulação com a rede de proteção já existente no município.

Durante a assinatura, que contou com a presença do presidente da Câmara, Genilson Costa, e da fundadora do instituto parceiro, Alda Araújo, foi reforçado o papel do poder público na ampliação de políticas de prevenção.

Para a procuradora da Mulher, o projeto amplia o alcance do debate e oferece caminhos práticos para denúncia e acolhimento.

“O Banco Vermelho é mais do que um símbolo. Ele provoca reflexão e chama a sociedade à responsabilidade. Combater a violência contra a mulher exige informação acessível, empatia e ações concretas”, afirmou Carla Messias.

Pelo acordo, a Câmara será responsável pela estrutura, manutenção e segurança do espaço, além da divulgação institucional da iniciativa. Já o Instituto A Moda é Viver ficará encarregado da doação do banco, identidade visual e apoio às ações educativas, além de acompanhar os resultados do projeto.

O termo tem validade inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede