A educação pública de Roraima ganha fôlego quando boas ideias deixam de ser exceção e passam a ser método. É nesse território de prática e resultado que a Secretaria de Educação e Desporto apresenta o novo retrato do Prêmio Estadual de Gestão Escolar Professora Maria Odete Calheiros Pena 2025. Ao todo, 72 escolas da rede estadual confirmaram participação, formando um mosaico de experiências que aposta na gestão como motor da aprendizagem.

Boa Vista concentra a maior parte das inscrições, com 46 unidades. O interior soma 23 escolas e outras três pertencem a comunidades indígenas. O dado não é apenas numérico. Ele revela uma capilaridade que atravessa realidades distintas e aponta para um esforço coletivo em torno de soluções que nascem dentro da própria escola.

Mais do que reconhecer boas práticas, o prêmio mira aquilo que sustenta resultados consistentes. A gestão participativa, o engajamento da comunidade escolar e a capacidade de transformar desafios em estratégias concretas de ensino. Nesta edição, a premiação está organizada em três categorias, urbana, interior e indígena, com valores que chegam a 20 mil reais, além de troféu e o selo Escola Referência. O investimento total soma 135 mil reais.

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Para a coordenação estadual, o prêmio cumpre um papel que vai além da vitrine institucional. Ele funciona como um dispositivo de estímulo ao trabalho coletivo. Na prática, valoriza equipes que conseguem alinhar planejamento, execução e impacto direto na aprendizagem dos estudantes.

O cronograma já está em movimento. A lista das escolas habilitadas será publicada no dia 10 de abril de 2026 no Diário Oficial do Estado. Quatro dias depois, abre-se o prazo para recursos, com resultado previsto para 17 de abril. Na sequência, entre 20 e 30 de abril, ocorre a etapa mais sensível do processo. O Comitê Estadual de Avaliação analisa as propostas e seleciona cinco escolas por categoria que avançam para as visitas técnicas, onde teoria e prática se encontram sem filtros.

Por trás do nome que batiza o prêmio, há uma trajetória que ajuda a explicar seu sentido. Maria Odete Calheiros Pena, nascida em Itacoatiara, no Amazonas, construiu sua história em Roraima a partir dos anos 1980. Professora, gestora e articuladora institucional, participou da implantação da Universidade Estadual de Roraima, integrou o Conselho Universitário, dirigiu o Instituto Superior de Educação e atuou no Conselho Estadual de Educação, além de colaborar com a Universidade Aberta do Brasil. Faleceu em 2013, deixando um legado que ecoa na formação e na gestão educacional do estado.

No fim das contas, o prêmio não celebra apenas escolas. Ele ilumina caminhos. E, num cenário em que a educação pública é constantemente desafiada, reconhecer quem faz diferente talvez seja uma das formas mais concretas de mudar o todo.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede