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A Polícia Civil de Roraima (PCRR) anunciou, nesta segunda-feira (23), os resultados expressivos do "Mutirão Por Elas", uma força-tarefa coordenada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). A iniciativa, realizada em 25 dias úteis, teve como objetivo primordial acelerar as investigações, reduzir o acúmulo de processos e intensificar o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher em Roraima. Durante a ação, 1.332 boletins de ocorrência foram analisados, 283 inquéritos policiais foram esclarecidos e 172 autores de crimes foram indiciados.
A mobilização, que ocorreu entre 18 de maio e 20 de junho, envolveu delegadas, agentes e escrivães. Em um período concentrado de trabalho, a equipe conseguiu identificar a autoria de diversos crimes, culminando no indiciamento de 172 indivíduos envolvidos em casos de violência contra a mulher.
Os dados foram divulgados em uma coletiva de imprensa na Delegacia-Geral, contando com a presença de importantes figuras da instituição, como a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda do Carmo, a diretora do Departamento de Polícia Especializada (DPE), delegada Jaira Farias, e as delegadas da Deam, Kássia Poersch, Carolina Huppes e Carla Gabriella Paulain.
Além dos 283 inquéritos concluídos e encaminhados ao sistema de Justiça, a força-tarefa avançou em outros 21 procedimentos, cujas diligências estão parcialmente finalizadas e seguem em andamento. Foram também analisados 164 inquéritos que já estavam em tramitação e instaurados 72 novos procedimentos, originados de boletins registrados em 2026.
No decorrer do mutirão, foram realizadas 404 oitivas de vítimas, testemunhas e investigados, expedidas e cumpridas 653 intimações, executadas 24 ordens de missão policial e produzidos 66 relatórios de investigação. O "Mutirão Por Elas" fez parte das iniciativas da Polícia Civil de Roraima em celebração aos 20 anos da Lei Maria da Penha.
As investigações resultaram na prisão de nove pessoas suspeitas de crimes relacionados à violência doméstica, familiar e sexual, reforçando o impacto direto da ação na segurança das mulheres.
Modernização e saneamento do acervo
Outro ponto de destaque foi a regularização do acervo físico da unidade. Aproximadamente 2.700 procedimentos policiais já encerrados foram minuciosamente analisados, conferidos, digitalizados e integrados ao sistema de Procedimentos Policiais Eletrônicos (PPE).
Após a devida autorização judicial, os documentos físicos foram destinados à incineração. Essa medida não só contribui para a modernização administrativa, mas também reduz o volume de arquivos armazenados, otimizando a segurança e a acessibilidade das informações.
A delegada Jaira Farias, diretora do DPE, enfatizou que a iniciativa permitiu um avanço significativo na regularização de procedimentos que se acumulavam há anos. "Esse mutirão teve como objetivo dar saneamento e regularidade a procedimentos acumulados desde 2015. Priorizamos os boletins registrados em 2026 para garantir uma resposta mais rápida às vítimas, mas também avançamos na regularização de procedimentos mais antigos. O objetivo é dar celeridade às investigações, identificar autores e garantir que esses crimes não fiquem impunes", declarou.
Kássia Poersch, delegada titular da Deam, ressaltou que o esforço concentrado ampliou consideravelmente a capacidade de resposta da unidade especializada. "Foi um trabalho intenso, desenvolvido por toda a equipe da Deam, que possibilitou analisar procedimentos, cumprir diligências, concluir investigações e encaminhar respostas efetivas às vítimas. Cada caso esclarecido representa uma mulher que recebeu atenção do Estado e teve seu direito à proteção fortalecido", afirmou.
Elucidação de caso complexo
Durante a coletiva, a Polícia Civil de Roraima também evidenciou a resolução de casos de alta complexidade. Entre eles, destacou-se a investigação de um estupro onde o agressor era inicialmente desconhecido da vítima.
Através de diligências investigativas aprofundadas, levantamento de informações e produção de provas robustas, os policiais conseguiram identificar o autor, comprovar sua participação no crime, solicitar a prisão preventiva e efetuar sua captura. O caso já foi denunciado pelo Ministério Público de Roraima (MPRR).
Compromisso com a proteção das mulheres
Para a delegada-geral da PCRR, Simone Arruda do Carmo, os resultados alcançados são um claro indicativo do compromisso da instituição com a proteção das mulheres e o combate intransigente à violência de gênero. "O mutirão surgiu da necessidade de dar uma resposta rápida a centenas de procedimentos que precisavam de análise e impulso investigativo. Conseguimos avançar em mais de 1.300 boletins de ocorrência, esclarecer 283 inquéritos com identificação de autoria, indiciar 172 autores e demonstrar à sociedade que a violência contra a mulher será enfrentada com firmeza. Nossa mensagem é de tolerância zero para esse tipo de crime", enfatizou.
A delegada-geral concluiu que os resultados reforçam o compromisso da Polícia Civil de Roraima com a eficiência das investigações, a responsabilização dos autores e a garantia de respostas mais céleres e eficazes às vítimas de violência doméstica.
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