Uma operação conjunta realizada nesta terça-feira identificou irregularidade em bomba de diesel durante fiscalização em postos de combustíveis de Boa Vista. A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Roraima, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor, com apoio de órgãos federais e estaduais.

Participaram da operação equipes da Agência Nacional do Petróleo, do Procon Estadual, do Procon Municipal e da Polícia Rodoviária Federal. O objetivo é verificar se os estabelecimentos cumprem as normas relacionadas à qualidade, quantidade e preços dos combustíveis.

Durante a fiscalização, dois postos foram vistoriados nos bairros Santa Tereza e Aparecida. Em um deles, os agentes constataram que uma bomba de diesel fornecia volume inferior ao registrado no visor no momento do abastecimento.

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A irregularidade foi confirmada após medição técnica realizada com equipamento padrão, que apontou diferença no volume entregue ao consumidor. Diante disso, o equipamento foi interditado e lacrado, e o estabelecimento autuado.

Investigação e possível crime

Segundo o delegado Rodrigo Gomides, responsável pela Delegacia de Defesa do Consumidor, o caso será investigado na esfera criminal.

“Com a comprovação de que o consumidor pagava por uma quantidade maior do que a efetivamente fornecida, será instaurado inquérito para apurar a responsabilidade do proprietário”, afirmou.

Além da verificação técnica, a operação também analisa a política de preços dos combustíveis. O Procon Estadual notificou os postos para apresentar notas fiscais de compra, com o objetivo de identificar possíveis aumentos considerados abusivos.

De acordo com o órgão, o levantamento permitirá comparar os valores praticados desde fevereiro e avaliar se houve repasse irregular ao consumidor.

Fiscalizações continuam

A Polícia Civil informou que novas fiscalizações devem ocorrer ao longo da semana em outros postos da capital. A meta é ampliar o número de estabelecimentos vistoriados e reforçar o controle sobre o mercado.

Consumidores que suspeitarem de irregularidades podem registrar ocorrência em delegacias ou formalizar denúncias junto aos Procons estadual e municipal.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede