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A Terra Indígena Yanomami deve receber um reforço significativo na área da educação com a previsão de investimento de R$ 35 milhões para a construção de oito novas escolas. Os recursos fazem parte do Novo PAC Indígena, programa federal coordenado pela Casa Civil, que busca ampliar a infraestrutura e fortalecer políticas públicas em territórios tradicionais.
A iniciativa pretende atender, inicialmente, 1.505 estudantes indígenas das etnias Yanomami e Yek’wana. Considerada a maior terra indígena do Brasil, a região abriga cerca de 30 mil pessoas e historicamente enfrenta desafios no acesso à educação.
De acordo com o governo federal, o projeto foi estruturado para respeitar as especificidades culturais das comunidades. As unidades escolares devem ser adaptadas ao modo de vida local, com estruturas pensadas para o bioma amazônico e voltadas a práticas pedagógicas interculturais.
A definição dos locais onde as escolas serão construídas foi feita pelo Ministério da Educação, com base em dados do Censo Escolar. Os critérios estão previstos em portaria conjunta publicada em fevereiro de 2026, que regulamenta a participação dos estados na ampliação da rede de ensino indígena.
O processo ainda passa por etapas técnicas. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação tem prazo até 28 de abril para analisar as propostas enviadas pelos estados. Após essa fase, os projetos seguem para avaliação da Caixa Econômica Federal e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas. A execução das obras ficará sob responsabilidade dos governos estaduais.
A maior parte das novas unidades será construída em comunidades localizadas no Amazonas, como Maturacá, Maiá e Pukima, que concentram maior número de matrículas. Em Roraima, duas escolas estão previstas para atender estudantes das comunidades Fuduuwaaduinha Yek’wana e Mauxiu.
A demanda por escolas dentro do território é antiga. Desde 2023, com a ampliação das ações federais na região, lideranças indígenas têm apontado a educação como prioridade, especialmente pela necessidade de garantir ensino adaptado às línguas e tradições locais.
Além das obras previstas pelo Novo PAC, outras iniciativas em parceria com universidades e organizações também atuam na criação de espaços educativos voltados ao ensino específico, diferenciado e multilíngue.
Publicado por:
Luiz Valério
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