Uma corrida, uma partida de queimada e até desafios com bambolê substituíram o tradicional envio de currículos em um mutirão de empregos realizado em Boa Vista. A proposta: avaliar comportamento e habilidades na prática

Evento aposta em dinâmicas esportivas para avaliar habilidades comportamentais e conectar jovens ao primeiro emprego sem exigência de experiência
Evento aposta em dinâmicas esportivas para avaliar habilidades comportamentais e conectar jovens ao primeiro emprego sem exigência de experiência


e não no papel.

Foi assim que a atleta de jiu-jitsu Ana Gabrielle Marinho, de 18 anos, conseguiu o primeiro emprego. Após participar das dinâmicas, ela saiu contratada para trabalhar como balconista de supermercado. “A gente teve que dançar, correr em equipe, participar de várias atividades. Foi diferente e criativo”, contou.

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O evento reuniu jovens entre 18 e 29 anos e ofereceu 100 vagas de trabalho, com a participação de 15 empresas. Durante as atividades, os recrutadores observaram os candidatos sem identificação, focando no desempenho prático e não na experiência formal.

A lógica é simples: em vez de entrevistas tradicionais, entram em cena habilidades como comunicação, liderança, trabalho em equipe e capacidade de lidar com pressão.

A metodologia aposta no esporte como ferramenta de avaliação comportamental. Dinâmicas como corrida em grupo, jogos coletivos e desafios recreativos foram usadas para simular situações do ambiente de trabalho.

Para os organizadores, esse modelo pode ampliar o acesso ao primeiro emprego, especialmente para quem tem pouca experiência ou dificuldade em processos seletivos convencionais.

Para Ana Gabrielle, a experiência foi além da vaga conquistada. “Abriu oportunidades para quem não é tão bom em entrevista. O esporte ensina a trabalhar em equipe, se comunicar melhor e lidar com desafios”, disse.

A jovem agora se prepara para o início no novo emprego, ainda com o misto de ansiedade e expectativa comum a quem está entrando no mercado de trabalho pela primeira vez.

Iniciativas como essa refletem uma mudança gradual nos processos de recrutamento, que passam a valorizar competências socioemocionais tanto quanto ou mais do que a formação técnica.

Ainda assim, o modelo levanta questões: até que ponto dinâmicas pontuais conseguem medir habilidades reais? E será que a prática pode substituir completamente a análise de experiência e qualificação?

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede