Após semanas de pressão e paralisações, o Governo de Roraima apresentou uma proposta de recomposição salarial de 16% para os servidores públicos estaduais. O índice, no entanto, não será aplicado de forma imediata — a maior parte ficará diluída em parcelas ao longo dos próximos anos.

Pela proposta, apenas 6,5% serão pagos já em abril de 2026. O restante será dividido em parcelas anuais de cerca de 2,38% a partir de 2027, com correção adicional baseada na inflação medida pelo IPCA.

Na prática, isso significa que a recomposição total dependerá do cumprimento do cronograma e das condições fiscais do estado.

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A proposta foi construída em reuniões que reuniram governo, equipe econômica, deputados estaduais e representantes de pelo menos 17 categorias do funcionalismo. O desenho do acordo tenta equilibrar a pressão dos servidores por recomposição com os limites orçamentários do estado.

Um dos pontos centrais é a previsão de que o reajuste seja formalizado por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA), o que vincula os pagamentos futuros ao planejamento fiscal.

O governo também incluiu uma cláusula que permite antecipar parcelas ou ampliar os percentuais caso haja aumento na arrecadação estadual. Na prática, isso abre margem para acelerar o pagamento — mas sem garantia concreta, já que depende do desempenho das receitas públicas.

A proposta surge em meio à insatisfação dos servidores, que apontam perdas salariais acumuladas nos últimos anos. Embora o índice de 16% se aproxime das reivindicações apresentadas pelas categorias, o modelo escalonado pode se tornar um novo ponto de tensão nas negociações.

A expectativa agora é pela reação dos sindicatos e pelos próximos desdobramentos políticos, que devem definir se o acordo avança ou se haverá nova mobilização.

Proposta prevê pagamento em etapas e condiciona parte do reajuste ao crescimento da arrecadação estadual, o que ainda gera incerteza entre servidores
Proposta prevê pagamento em etapas e condiciona parte do reajuste ao crescimento da arrecadação estadual, o que ainda gera incerteza entre servidores

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Valério