O Tribunal de Contas do Estado de Roraima (TCE-RR) instaurou uma auditoria na Universidade Estadual de Roraima (UERR) em meio a um cenário de crise institucional, denúncias e dificuldades operacionais. A medida foi solicitada pelo próprio reitor da universidade, Cláudio Travassos Delicato.

A decisão, assinada pelo conselheiro relator Bismarck Dias de Azevedo, prevê o acompanhamento preventivo e simultâneo de contratos e atos administrativos considerados estratégicos para o funcionamento da instituição.

A auditoria vai analisar processos ligados a serviços terceirizados, compra de insumos, manutenção predial, realização de vestibular, auditorias externas e credenciamento de instituições.

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Esses setores concentram contratos de alto valor e impacto direto na operação da universidade.

Histórico de denúncias eleva nível de risco

Na decisão, o relator destaca que o risco é considerado alto, principalmente devido ao histórico recente da UERR.

A universidade já foi alvo de investigações do Ministério Público de Roraima (MPE), que apontam suspeitas de desvios milionários envolvendo ex-gestores. Também há apurações da Polícia Federal sobre possíveis fraudes em processos seletivos.

Outro ponto que chamou atenção foi a revisão de contratos feita pela atual gestão. Segundo o processo, houve redução significativa de valores em alguns casos.

Um dos exemplos citados é o contrato de locação de computadores, que caiu de R$ 3,2 milhões para cerca de R$ 700 mil, levantando indícios de possíveis irregularidades anteriores.

Crise impacta funcionamento da universidade

Além das denúncias, a UERR enfrenta dificuldades financeiras e operacionais. Entre os problemas relatados estão fechamento de espaços acadêmicos, restrições orçamentárias e interrupção de atividades.

Para o relator, esse contexto reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa para evitar novos prejuízos ao erário.

O pedido de acompanhamento partiu da atual gestão da universidade, que solicitou a presença do TCE-RR para garantir mais controle e transparência em contratações, especialmente as consideradas urgentes.

Segundo o relator, esse tipo de fiscalização em tempo real é mais eficaz do que análises posteriores, pois permite corrigir falhas antes que causem danos.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede