A rede de atenção à saúde mental em Roraima avançou mais um passo na integração dos serviços. Nesta sexta-feira, a Secretaria de Saúde reuniu gestores e profissionais para alinhar fluxos e padronizar atendimentos dentro da Rede de Atenção Psicossocial em Boa Vista.

O encontro concentrou representantes de diferentes pontos da rede, desde a atenção básica até serviços especializados. Participaram equipes do Consultório na Rua, Caps II, Caps III, Caps AD III, Unidade de Acolhimento Adulto, leitos de saúde mental, além de profissionais do Samu, da Policlínica Coronel Mota e da equipe responsável pelo acompanhamento de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei.

A proposta foi criar um espaço direto de diálogo entre os serviços, permitindo que profissionais compartilhassem experiências e ajustassem práticas do dia a dia. A diretora do Departamento de Política de Saúde Mental, Sofia Maria Salomão, explicou que a integração é essencial para garantir um atendimento mais eficiente. Segundo ela, a troca entre as equipes fortalece a comunicação e contribui para um cuidado mais articulado, centrado nas necessidades dos usuários.

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Na avaliação de quem atua na linha de frente, o alinhamento tem impacto imediato no atendimento. O educador físico do Caps AD III, Abílio Otílio Bezerra Neto, destacou que a reunião ajuda a compreender melhor o funcionamento das outras unidades e aprimora o encaminhamento de pacientes dentro da rede. Ele afirma que esse entendimento facilita tanto as referências quanto as contrarreferências, tornando o cuidado mais contínuo e eficaz.

O encontro também reforçou o funcionamento do fluxo de atendimento em saúde mental no estado. A porta de entrada prioritária é a atenção básica, onde as Unidades Básicas de Saúde atendem casos leves e moderados, com acompanhamento psicológico e prescrição de medicamentos quando necessário.

Situações mais complexas são encaminhadas para os Centros de Atenção Psicossocial, que atendem casos graves e persistentes. Entre eles, o Caps AD III é voltado para pessoas com dependência de álcool e outras drogas. No Caps III, o acompanhamento é estruturado por meio do Projeto Terapêutico Singular, um plano individual construído com o paciente e sua família, que considera histórico, rotina e objetivos e passa por revisões periódicas.

Em casos de urgência, como surtos psicóticos, crises por abstinência ou risco de suicídio, o atendimento deve ser feito no Hospital Geral de Roraima, unidade que mantém atendimento psiquiátrico em regime de plantão durante 24 horas.

A iniciativa reforça a estratégia da Secretaria de Saúde de consolidar uma rede mais integrada, com fluxos definidos e comunicação direta entre os serviços, para garantir respostas mais rápidas e adequadas à população.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Roraima na Rede