Um homem suspeito de atirar contra o subtenente da Polícia Militar de Roraima Nelson Alexandre Ayres Castro foi preso nesta quinta-feira (17), em Boa Vista. A prisão foi resultado de uma força-tarefa envolvendo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), Polícia Civil (PCRR) e Polícia Militar (PMRR).
O policial, de 51 anos, havia sido baleado no rosto no sábado (12), no bairro Jardim Caranã. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Geral de Roraima (HGR), onde permaneceu internado. A morte do militar foi confirmada na quinta-feira, cinco dias depois do crime.
Os detalhes da investigação e da prisão foram apresentados durante coletiva de imprensa realizada no Quartel do Comando-Geral da PMRR.
Segundo o delegado Luis Fernando Zucchi, o homem investigado foi preso quando retornava para casa. Ele não teria resistido à abordagem.
Durante as investigações, o suspeito apresentou a informação de que estaria trabalhando na manhã em que ocorreu o crime. De acordo com o delegado, porém, a pessoa indicada como empregador afirmou aos investigadores que o homem não compareceu ao trabalho naquele sábado.
Mensagens apresentadas à polícia também teriam indicado que o último contato entre os dois ocorreu na sexta-feira, véspera do crime.
A delegada-geral da Polícia Civil, Simone Arruda, explicou que um primeiro suspeito chegou a ser identificado ainda no dia da ocorrência, principalmente pelas características das roupas descritas pela vítima. As diligências posteriores, no entanto, não encontraram elementos que relacionassem esse homem ao caso.
Com o primeiro suspeito descartado, a Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) prosseguiu com as investigações. Informações repassadas pela população e a análise de imagens ajudaram os policiais a chegar a uma nova linha de investigação.
A partir dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão temporária do novo investigado. O mandado foi cumprido nesta quinta-feira.
A polícia ressalta que a investigação ainda não está encerrada. As diligências continuam para esclarecer as circunstâncias do crime, reunir elementos sobre autoria e materialidade e estabelecer a motivação.
Força-tarefa mobilizou policiais
A comandante-geral da PMRR, coronel Valdeane Alves, informou durante a coletiva que equipes operacionais e de inteligência da Polícia Militar trabalharam em conjunto com a Polícia Civil na busca pelo suspeito.
O Núcleo de Assistência Social da PM também passou a acompanhar a família de Nelson Alexandre Ayres Castro desde o crime, oferecendo assistência durante o período de internação.
O subtenente tinha mais de duas décadas de carreira na Polícia Militar de Roraima e havia trabalhado em diferentes unidades da corporação, tanto na capital quanto no interior do estado.
Segundo informações apresentadas pela PM, Nelson conhecia bem o bairro Caranã, onde havia morado durante anos. No sábado em que foi baleado, ele teria informado à esposa que passaria pelo bairro para resolver um problema relacionado ao veículo.
Informações divulgadas após a coletiva apontam que o militar ingressou na PMRR em janeiro de 2003 e acumulava aproximadamente 23 anos de serviço.
O homem preso é tratado como suspeito enquanto prosseguem as investigações. A Polícia Civil trabalha agora para concluir o inquérito e esclarecer definitivamente as circunstâncias do crime.
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