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RORAIMA

Seca leva termelétricas de Roraima a reforçar estoques de combustível

Medida alcança 23 unidades em Terras Indígenas e no Baixo Rio Branco; queda do nível dos rios pode dificultar transporte de combustível para comunidades isoladas

A proximidade do período mais crítico da estiagem em Roraima levou ao reforço dos estoques de combustível utilizados por 23 termelétricas que atendem comunidades em áreas de difícil acesso no estado. A estratégia busca reduzir o risco de problemas no fornecimento de energia caso a queda do nível dos rios prejudique o transporte durante os próximos meses.

As usinas são operadas pela Âmbar Energia. De acordo com informações apresentadas pela empresa à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), 11 termelétricas estão localizadas em Terras Indígenas e outras 12 atendem localidades do Baixo Rio Branco.

Nessas regiões, uma das principais preocupações durante a seca é a logística. Parte do combustível necessário para manter os geradores funcionando precisa ser transportada pelos rios, cuja navegabilidade pode ficar comprometida com a redução do nível da água.

Para abastecer as termelétricas que dependem do transporte fluvial, é utilizada uma balsa-tanque com capacidade para até 200 mil litros de combustível.

Em condições normais, a embarcação transporta cerca de 160 mil litros por viagem, volume suficiente para aproximadamente três meses de funcionamento das unidades. Durante a estiagem, a previsão é utilizar a capacidade máxima da balsa para aumentar os estoques e diminuir a necessidade de novas viagens.

A medida procura antecipar possíveis dificuldades de navegação à medida que os rios baixam.

Caso a embarcação de maior porte não consiga chegar a alguma comunidade, a alternativa prevista é transferir o combustível para barcos menores capazes de navegar em trechos mais rasos.

Estoque em Boa Vista supera 800 mil litros

Nas localidades onde o acesso pode ser feito por terra, o abastecimento parte de um tanque central instalado em Boa Vista, com capacidade superior a 800 mil litros.

A programação prevê ainda a antecipação das entregas conforme o avanço da estiagem e a quantidade de combustível disponível em cada unidade.

Até o momento, segundo as informações apresentadas pela empresa, não há indicação de problemas no fornecimento do combustível por parte dos fornecedores. A preocupação está concentrada principalmente na possibilidade de dificuldades para fazer o produto chegar às comunidades mais isoladas.

O planejamento considera o consumo das termelétricas entre outubro de 2026 e fevereiro de 2027, além de uma margem adicional para enfrentar eventuais restrições logísticas.

Rede também passa por monitoramento

Além da formação dos estoques de combustível, estão previstas ações de manutenção e acompanhamento da infraestrutura utilizada para fornecer energia às localidades atendidas.

Entre as medidas estão inspeções com drones, monitoramento de equipamentos, manutenção da rede de distribuição e acompanhamento das condições climáticas em 23 pontos.

O objetivo é identificar antecipadamente situações que possam comprometer a operação das termelétricas durante a estiagem, principalmente nas regiões onde o acesso depende das condições dos rios.

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