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RORAIMA

Polícia investiga caso de feminicídio em clínica no bairro Mecejana em Boa Vista

Telma de Mello Faria havia denunciado agressões e ameaças e possuía medida protetiva contra o ex-companheiro; Polícia Civil investiga feminicídio e as circunstâncias da morte do suspeito


Uma mulher identificada como Telma de Mello Faria, de 36 anos, foi morta a tiros na manhã desta quarta-feira (16), dentro de uma clínica localizada na Avenida Mário Homem de Melo, no bairro Mecejana, em Boa Vista. Segundo a Polícia Civil de Roraima (PCRR), o ex-marido da vítima, Diego de Sousa, de 32 anos, é apontado pelas investigações como autor dos disparos.

Horas depois do feminicídio, Diego foi encontrado morto dentro do veículo pertencente a Telma, no bairro Jardim Floresta. De acordo com a Polícia Civil, os indícios iniciais apontam para suicídio, mas a causa e as circunstâncias da morte ainda dependem da conclusão da investigação e dos exames periciais.

A Delegacia Geral de Homicídios (DGH) foi acionada por volta das 7h20 para atender inicialmente uma ocorrência de homicídio na clínica. No local, os policiais constataram a morte de Telma e iniciaram as diligências.

Segundo o delegado Thiago Alexandre, imagens de câmeras de segurança e outros elementos obtidos durante a investigação indicam que Diego teria ido até o local de trabalho da ex-companheira e efetuado cinco disparos contra ela.

Após o crime, ainda conforme os levantamentos policiais, o suspeito teria fugido utilizando o carro da própria vítima.

O local do feminicídio passou por perícia e o corpo de Telma foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Durante as buscas, as equipes policiais localizaram o automóvel de Telma no bairro Jardim Floresta. Diego estava morto dentro do veículo.

“Ele fugiu no veículo da vítima e, durante as diligências, foi localizado já morto dentro do automóvel. Todos os indícios, neste momento, apontam para um possível suicídio, mas essa circunstância também será esclarecida pela investigação”, informou o delegado Thiago Alexandre.

Uma arma de fogo encontrada no local foi apreendida e será submetida a exames periciais. O veículo também foi apreendido e deverá ser entregue aos familiares da vítima após a realização dos procedimentos necessários.

O corpo de Diego foi encaminhado ao IML.

Telma havia denunciado agressões e ameaças nove dias antes

A investigação revelou ainda que Telma havia procurado a Polícia Civil no dia 7 de setembro, nove dias antes de ser morta, para registrar um boletim de ocorrência envolvendo o ex-marido.

Segundo a delegada Carla Gabriella Paulain, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), Telma relatou à polícia que havia se separado de Diego e, posteriormente, retomado o relacionamento.

No registro policial, a vítima informou ter sofrido agressões físicas, ofensas e ameaças de morte.

Diante dos relatos, Telma solicitou uma medida protetiva de urgência, deferida pelo Poder Judiciário no mesmo dia.

Outro elemento que integra a investigação é que a Patrulha Maria da Penha esteve com Telma na terça-feira (15), um dia antes do feminicídio.

De acordo com as informações levantadas pela Polícia Civil até o momento, naquele período não havia registro de uma nova aproximação do ex-marido nem de descumprimento da medida protetiva.

A DEAM e a DGH continuam realizando diligências para reconstruir a sequência dos acontecimentos, esclarecer as circunstâncias do feminicídio e determinar as causas da morte de Diego.

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