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Para o ensino de Matemática: metodologias "ativas" ou "ativadoras"

A metodologia do ensino da matemática tem um caráter singular. É diferente. Não deveria ser tratada como igual às demais.

08/02/2023 às 20h51
Por: Rossiter Ambrosio Fonte: Conexões Matemáticas/Roraima na Rede
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Imagem de Chuk Yong por Pixabay
Imagem de Chuk Yong por Pixabay

Inicialmente, vale destacar que o ensino e aprendizagem é um processo que conjuga uma dupla de conceitos que se referem a dois processos que são planejados e gestados de modo separado por sujeitos distintos que agem em conjunto para que ambos os processos, por natureza, distintos (ensino/aprendizagem), sejam praticados concomitantemente e de modo não concorrente.

No contexto da didática do ensino de matemática, o processo de ensino aprendizagem exige do professor, uma ação gestora em função do sucesso do estudante. Do estudante é exigido que protagonize em função do sua própria aprendizagem, sobre a tutela da ação do professor e, ambos os sujeitos agem de forma sincronizada. Ou seja, numa ação em conjunto. Dessa forma, o ensino está diretamente relacionado ao protagonismo do professore, assim como, a aprendizagem está diretamente relacionada ao protagonismo do estudante.

A Matemática é por natureza um campo de conhecimento, cujo acesso exige mobilização de várias habilidades de níveis superiores como; atenção, concentração, reflexão, reprodução, argumentação, tomada de decisão, leitura e comunicação. Podemos assim dizer, que o sucesso da aprendizagem do estudante de matemática não admite comportamento passivo de nenhum dos sujeitos envolvidos, pois a matemática é um campo de conhecimento condicionado a ação do sujeito que aprende e, a ação mediadora do sujeito que ensina.

A aprendizagem da matemática, não abre acesso para sujeitos passivos em nenhuma de suas dimensões, quer seja do ensino (professor), quer seja da aprendizagem (estudante). No universo matemático, a aprendizagem é por natureza sinestésica, de modo que as sinapses ocorrem no momento da mobilização dos saberes, dos conhecimentos e da prática instrucional do estudante mediada pela ação do professor. 

A aprendizagem matemática se estabelece em um jogo de relações entre os sujeitos envolvidos, mas que não é praticado da arquibancada ou assistindo sentado de braços cruzado. A matemática implica a mobilização do pensamento. Portanto, no processo de ensino da matemática, não é a metodologia que é ativa. A aprendizagem é que é ativa. A metodologia por sua vez deve ser <<ATIVADORA>> e, condicionante do protagonismo dos sujeitos envolvidos.

Os objetos do ensino de matemática devem ser apresentados de modo ativo para os estudantes. Isto implica um ensino de matemáticas mais interessantes, mais contextualizadas, mais atuais e mais úteis para a vida do estudante em sociedade.

A metodologia do ensino da matemática tem um caráter singular. É diferente. Não deveria ser tratada como igual às demais. Para o ensino de matemática não servem metodologia “Ativa” a modos sensacionais da pedagogia da “Escola Ativa”. É necessário que o professor evolua em termos, e supere as metodologias ativa, concebendo assim, para a sua prática docente, <<METODOLOGIAS ATIVADORAS>> do protagonismo do estudante. Capazes de garantirem o sucesso estudantil, no ensino da Matemática.

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