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Política CASO ROMANO

Depois de mais de 3 meses, justiça de Roraima segue inerte acerca de denúncia contra Jalser Renier no sequestro do jornalista Romano dos Anjos

Passados quase quatro meses, o processo, que corre na Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas, está parado aguardando decisão judicial.

11/01/2022 às 12h26 Atualizada em 11/01/2022 às 12h36
Por: Luiz Valério Fonte: Blog do Luiz Valério
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Jalser é acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do sequestro do jornalista Romano dos Anjos
Jalser é acusado pelo Ministério Público de ser o mandante do sequestro do jornalista Romano dos Anjos

A Justiça estadual não definiu ainda se torna o deputado estadual Jalser Renier (SD), nove policiais militares e um ex-servidor da Assembleia Legislativa de Roraima réus no processo sobre o sequestro do jornalista Romano dos Anjos, ocorrido em outubro de 2020. A denúncia foi feita no dia 28 de setembro de 2021 e foi assinada pela procuradora-geral Janaína Carneiro Costa e pelos promotores Isaias Montanari Junior e André Nova. 

Jalser, segundo o MP, enquanto presidente da Assembleia Legislativa de Roraima, seria o idealizador, criador e responsável por uma organização criminosa formada dentro da Casa, para a prática de diversos crimes praticados por policiais militares lotados, à época, no poder legislativo. O parlamentar e os PM's estariam envolvidos no sequestro do jornalista.

Na denúncia, o deputado teria tentado embaraçar as investigações, utilizando-se do cargo de presidente para ameaçar e intimidar o governador Antônio Denarium (PP), além de pedir ao delegado-geral da Polícia Civil para que interferisse na Força Tarefa criada para investigar o sequestro.

Conforme o MP, os crimes foram cuidadosamente planejados e executados com a consciência dos denunciados. A denúncia pede o ressarcimento das perdas materiais das vítimas, e a perda do cargo e função pública de todos os envolvidos.

O parlamentar é acusado por oito crimes: Violação de domicílio qualificado,cárcere privado e sequestro qualificado,dano qualificado,constituição de milícia privada,

organização criminosa, tortura-castigo qualificada,obstrução da justiça. Os demais presos na operação Pulitzer tabém foram denunciados por oito crimes. O sargento Bruno Inforzato de Oliveira Gomes teve apenas o delito por obstrução de Justiça atribuído a ele. 

Os demais presos na operação:

Subtenente Nadson José Carvalho Nunes;

Sargento Gregory Thomas Brashe Júnior;

Soldado Thiago de Oliveira Cavalcante Teles;

Ex-servidor da Ale-RR Luciano Benedicto Valério.

Coronel Natanael Felipe de Oliveira Júnior;

Coronel Moisés Granjeiro de Carvalho;

Tenente-coronel Paulo Cezar de Lima Gomes;

Major Vilson Carlos Pereira Araújo;

Subtenente Clóvis Romero Magalhães Souza;

No dia 16 de setembro, seis policiais militares, entre eles um coronel, e mais um ex-servidor da Ale-RR foram presos na primeira fase da operação Pulitzer por suspeita de envolvimento no sequestro do jornalista Romano dos Anjos.

Jalser foi preso no dia 1º de outubro na segunda fase da Operação Pulitzer. No mesmo dia, a ação também prendeu mais dois coronéis e um major da Polícia Militar. No dia 5, o deputado conseguiu um habeas corpus mediante a medidas cautelares. Na Assembleia Legistativa, a Subcomissão de Ética analisa o processo de cassação do parlamentar por quebra de decoro.

A audiência da Subcomissão de Ética estava marcada para acontecer no dia 30 de novembro do ano passado, mas foi suspensa por decisão da Justiça estadual a pedido de Jalser. Ainda não há previsão para que o processo de cassação volte a ser analisado

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