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Política JUSTIÇA ELEITORAL

Deputado Eder Lourinho tem mandato cassado

O processo estava pronto para ser julgado desde maio deste ano

24/11/2021 às 22h58
Por: Luiz Valério Fonte: Blog do Luiz Valério
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O parlamentar é acusado de compra de votos nas eleições de 2018
O parlamentar é acusado de compra de votos nas eleições de 2018

O deputado estadual Eder Lourinho (PTC) teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) na tarde desta quarta-feira (24). A Corte Eleitoral também aplicou multa de R$ 30 mil reais ao parlamentar cassado. Lourinho respondia junto com o ex-secretário de Saúde do governo, Airton Cascavel ao mesmo processo em que são acusados de compra de votos. 

O crime ocorreu durante as eleições de 2018 em Caracaraí, Sul de Roraima. Cascalvel foi multado em R$ 30 mil. Ele era candidato ao cargo de deputado federal.  Os dois têm o prazo de três dias para apresentar recurso, a contar da publicação do julgamento.

O julgamento da ação que resultou na cassação do mandato de Eder Lourinho chegou a ser interrompido e remarcado por cinco vezes, tendo sido a última no dia 21 de outubro. O processo estava pronto para ser julgado desde maio deste ano.

Um dia antes do pleito eleitoral de 2018, o Ministério Público Eleitoral fazia fiscalização na região da Prainha, em Caracaraí, quando se deparou com uma reunião. Ao se dirigirem ao local, atraídos pela presença de um carro de luxo, os fiscais concluíram que se tratava de uma reunião com finalidade eleitoreira. No veículo foram encontrado R$ 6,6 mil em espécie.

Quatro pessoas acabaram presas, sendo uma delas um pastor evangélico. De acordo com o que concluiu a investigação, o dinheiro encontrado no carro seria usado para pagar os eleitores em troca de votos para Eder e Cascavel. Também foram recolhidos santinhos e listas com nomes de moradores.

Em seus depoimentos pelo menos sete pessoas confirmaram que o dinheiro se tratava de um “agrado” para apoiar os candidatos. Ao serem ouvidos, Airton Cascavel, Eder Lourinho e os demais envolvidos entraram em contradição, o que tornou evidente a pratica criminosa. Cascavel chegou a dizer que o dinheiro seria usado para custear um passeio turístico depois das eleições, para “relaxar”.

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