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Polícia POLÍCIA

Delegado-geral e adjunto são investigados por suspeita de tentar embaraçar inquérito sobre sequestro de Romano dos Anjos

Conforme o documento, três delegados serão responsáveis para apurar a conduta dos colegas da própria Polícia Civil.

08/10/2021 às 18h09 Atualizada em 09/10/2021 às 10h15
Por: Redação Fonte: Blog do Luiz Valério
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Jalser Renier foi preso no dia 1º de outubro suspeito de ser o mandante do sequestro
Jalser Renier foi preso no dia 1º de outubro suspeito de ser o mandante do sequestro

A Corregedoria da Polícia Civil abriu Processo Administrativo Disciplinar contra o delegado-geral, Herbert de Amorim, e o delegado adjunto, Eduardo Wainer. Eles são suspeitos de tentar embaraçar as investigações no caso do sequestro do jornalista Romano Dos Anjos, ocorrido em outubro do ano passado.

A divulgação do processo contra os dois delegados foi publicado no diário oficial do dia 6 de outubro. Conforme o documento, três delegados serão responsáveis para apurar a conduta dos colegas da própria Polícia Civil.

No inquérito do caso, o secretário de Segurança Pública, Edson Prola, afirmou em depoimento à Força-Tarefa, que investiga o sequestro, ter sido procurado por Herbert de Amorin e Eduardo Wainer.

No encontro, segundo Prola, os dois delegados foram levar um recado do deputado Jalser Renier (SD), que teria feito uma ameaça por meio do chefe da Polícia Civil: “se essa investigação continuar, vai morrer gente”.

Jalser Renier foi preso no dia 1º de outubro suspeito de ser o mandante do sequestro do jornalista romano dos anjos, mas foi solto no dia 6 outubro.

Já foram presos nove policiais militares, um ex-servidor público, que segundo a investigação/ integravam uma milícia dentro da Assembleia Legislativa de Roraima, comandada à época por Jalser Renier.

O parlamentar saiu do Comando da Polícia Militar onde estava preso direto para a própria casa, local em que colocou a tornozeleira eletrônica. 

Romano dos Anjos foi sequestrado em outubro do ano passado dentro de casa, e levado para uma área rural onde foi torturado e deixado pelos policiais militares envolvidos no crime.

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