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Jalser reclama da Operação Pulitzer e Sampaio revela ameaça feita por policial envolvido contra governador Denarium

A prisão dos policiais envolvidos no sequestro do jornalista Romano dos Anjos foi o tema de debate e troca de acusações entre deputados na sessão desta terça-feira, na Assembleia Legislativa de Roraima

21/09/2021 às 16h25 Atualizada em 21/09/2021 às 17h26
Por: Luiz Valério Fonte: Blog do Luiz Valério
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Apontado como um dos principais executores do sequestro do jornalista Romano dos Anjos, Paulo Cézar estava lotado no gabinete do deputado Jalser Renier e atuava na segurança do parlamentar
Apontado como um dos principais executores do sequestro do jornalista Romano dos Anjos, Paulo Cézar estava lotado no gabinete do deputado Jalser Renier e atuava na segurança do parlamentar

Ausente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) por um tempo expressivo, o deputado Jalser Renier (Solidariedade) participou nesta terça-feira (21 de setembro) da sessão ordinária por vídeoconferência. Na último dia 16, policiais militares ligados ao parlamentar foram alvos da operação da Polícia Civil que prendeu seis PM's e um ex-servidor da Casa Legislativa. Todos estariam envolvidos no sequestro do jornalista do Romano dos Anjos, ocorrido em outubro do ano passado.

Diante dos colegas de parlamento, Jalser fez conjecturas acerca da operação e chamou o delegado responsável pela investigação, João Evangelista, de "louco e sem amigos". Embora não tenha sido alvo da operação, em que teve os seguranças militares presos, o parlamentar disse que nunca, em nenhum momento da sua vida política, atentou contra a vida de ninguém. "Eu jamais faria isso. Fui atacado por muitas pessoas em minha vida política. Nunca receberam um telefonema meu para ameaçá-los. Nunca fiz isso", alegou.

Na ocasião, o presidente da ALERR, Soldado Sampaio (PC do B) retrucou a fala de Jalser dizendo que, em novembro de 2020, o ex-presidente da Casa foi ao Palácio Senador Hélio Campos pedir ao governador Antonio Denarium (Progressistas) para que parasse as investigações sobre o sequestro.

"Eu estava na Casa Civil, e em tom desespero, o deputado Jalser solicitou que [Denarium] extinguisse a Força-Tarefa que conduzia o inquérito. Essas foram as palavras. Ministério Público, Gaeco, estou à disposição para afirmar o que estou dizendo aqui", narrou Sampaio.

De acordo com Soldado Sampaio, o coronel Paulo Cézar Lima Gomes, preso na operação, acompanhava Jalser no momento. Conforme Sampaio, o militar se direcionou a Antonio Denarium e proferiu: “se eu for preso, eu dô um tiro na sua cara e me mato".

Jalser alega estar sendo vítima de uma conspiração política contra sua pessoa. Há informações que o Ministério Público já colheu provas robustas que comprovam a participação de outras pessoas no sequestro do jornalista Romano dos Anjos. Há suspeita de que uma pessoa poderá fazer delação premiada.

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