Operação Veredicto cumpre mandados em Boa Vista, Caracaraí, Porto Velho e Campo Grande contra suspeitos de integrar uma organização criminosa. Foto: Agência Brasil
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Roraima (FICCO-RR) deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Veredicto, contra suspeitos de integrar uma organização criminosa investigada por ameaças e pela possível articulação de ataques contra agentes de segurança pública.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. As ordens judiciais têm como alvos endereços localizados em Boa Vista e Caracaraí, em Roraima, além de Porto Velho, em Rondônia, e Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
A ação integra a quarta fase da Operação Força Integrada, ofensiva realizada simultaneamente em 19 estados brasileiros para combater facções envolvidas com tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e outros crimes.
Segundo a Polícia Federal, as investigações em Roraima começaram em 2024, após as forças de segurança identificarem ameaças e indícios de uma possível articulação criminosa contra agentes públicos que atuavam no estado.
A movimentação teria ocorrido após a morte de um suspeito durante uma operação policial. O inquérito apontou que integrantes do grupo teriam levantado informações sobre policiais, divulgado imagens de viaturas e produzido ameaças direcionadas a agentes de segurança.
Os investigadores também encontraram documentos que teriam sido produzidos por suspeitos já recolhidos ao sistema prisional. O material apresentava referências a possíveis alvos e uma suposta divisão de tarefas entre os integrantes da organização.
Os investigados poderão responder por participação em organização criminosa e incitação ao crime. Outras possíveis infrações ainda poderão ser identificadas no decorrer das investigações, conforme informou a Polícia Federal.
Operação nacional
Em todo o país, a Operação Força Integrada IV prevê o cumprimento de 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão. As decisões judiciais também determinaram o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens e valores ligados aos investigados.
Entre as principais frentes da operação está o Tocantins, onde a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 412,5 milhões. Em Mato Grosso do Sul, as medidas patrimoniais chegam a R$ 75 milhões, enquanto na Bahia superam R$ 12 milhões.
Além de Roraima, a operação mobiliza equipes no Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins.
Forças que integram a FICCO-RR
Em Roraima, a força integrada é composta por agentes da Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, além de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública e da Secretaria de Justiça e Cidadania.
O modelo da FICCO utiliza o compartilhamento de informações de inteligência e a atuação conjunta das forças de segurança para investigar e desarticular organizações criminosas com ramificações em diferentes estados.
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